Estás a umas horas de completar 4 mesinhos e tenho estado há algum tempo para te escrever.
Mas novos desafios e aventuras se têm desenrolado é só agora tenho tempo para partilhar contigo o que se tem passado.
A minha maior dor e algo que não sei se conseguirei ultrapassar, é o facto de não te conseguir dar mama.
Tenho leite, pouco por falta de estimulação mas tenho. Só que tu foges da mama como o diabo da cruz. Não te habituaste, não gostas, não sei. Eu tentei de tudo, gastei balurdios em consultas e nada.
Tive de conseguir ser capaz de não dizer que “não me queres”. Porque era isso que eu sentia. Que não me querias, amavas, apreciavas.
Mas não é nada disso. Simplesmente não era suposto. Foi um início de maternidade difícil. E quando tentei resolver, já era tarde.
Desculpa filha. Por não fazer melhor e por todos os momentos em que te tentei obrigar por me sentir frustrada.
Hoje já sorris, soltas gargalhadas. Quero acreditar que já ultrapassaste as cólicas e a dor.
És um anjo. És o meu anjo e neste Natal sinto-me realizada.
Porque estás aqui. Porque tens um óptimo pai. E porque consegui encontrar um trabalho que me permite passar mais tempo contigo.
Tu és o sol da minha manhã.
Obrigada por estes 4 meses. Por me morderes o nariz, babares a barriga, por sorrires com o meu sorriso.
Por seres tu.